Aderaldo Luciano15 June 2007 4:09 pm

1. As avaliações devem ser entregues em PAPEL ALMAÇO (nunca em folha de caderno, nem papel de ofício ou A4); manuscritas; contendo cabeçalho com nome da faculdade, curso, nome, período e matrícula do aluno, na ordem de cima para baixo, alinhado à esquerda; com letra legível; limpas e sem rasura; datadas e assinadas.

2. As respostas iguais serão julgadas cópias e avaliadas com a nota mínima.

3. Serão recebidas até às 21:20h do dia 21 desse mês.

A honestidade intelectual é uma ferramenta dos homens de bom caráter. O seu contrário é uma praga, uma doença que, infelizmente, infecta os bancos de nossas escolas. Não seja esse o nosso caso.

Obrigado e boa sorte!

Aderaldo Luciano 3:44 pm

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Questão Única

Analise, comparando-os e inserindo-os no contexto ideológico do Romance Social de 30, os trechos abaixo, retirados dos romances A Bagaceira, de José Américo de Almeida, O Quinze, de Rachel de Queiroz, e Vidas Secas, de Graciliano Ramos:

Os fantasmas estropiados como que iam dançando, de tão trôpegos, e trêmulos, num passo arrastado de quem leva as pernas, em vez de ser levado por elas. (A bagaceira)

Em toda a extensão da vista, nem uma outra árvore surgia. Só aquele velho juazeiro, devastado e espinhento, verdejava a copa hospitaleira na desolação cor de cinza da paisagem. (O quinze)

Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta. (Vidas secas)

Boa sorte! Amém?

Aderaldo Luciano 2:42 pm

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Escolha uma das questões para responder

1. O poema de José Neumanne Pinto, transcrito abaixo, é um típico texto no qual abunda a intertextualidade. Pede-se encontrar referências a personagens e fatos do livro Memorial do Convento, de José Saramago, relatando o papel de cada um na trama tecida pelo escritor português.

A SEARA DE SARAMAGO

Esta língua é minha semente,
machado de mulato do morro,
pátria de poeta lisboeta.

Esta língua é minha visão,
o sol do soldado caolho,
a mão do soldado maneta.

Esta língua é minha música,
na palavra do padre pregador,
no pássaro do padre voador.

Esta língua é minha mulher
tem cuidados de mãe
no leito da amante.

Esta língua é minha rosa,
tem perfume dos sertões gerais,
tem sabor de vinhos do Porto.

Esta língua é meu cavalo
para subir cidades e serras,
que a brisa do Brasil beija e balança.

Esta língua é fel com mel,
cantigas a palo seco
de ninar o futuro.

Esta língua é meu coração,
na tortura, na paixão
e no sal amargo da purificação.

Esta língua é jóia africana,
ela caça a onça caetana,
ela cruza a légua tirana.

Esta língua é fruto de meu ventre,
mata sede de amizade,
me arma nos bons combates.

Esta língua não é de viver,
língua de navegar e de lamber
e de dançar o tango argentino.

Esta língua é meu berço,
esta língua me conhece,
esta língua é meu caixão.

2. A partir da reflexão abaixo, disserte sobre o tema do livro e a posição do narrador de Os cus de Judas, de António Lobo Antunes:

O branco veio com um chicote e bateu no soba e no povo.

Boa sorte! Amém?

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