Não é cantoria, pois esta é a celebração, o momento, a festa, obrigatoriamente regida pelo som das violas seguindo um cerimonial peculiar. Os poetas têm que correr por várias categorias da cantoria que aqui, no seco solo desse ecran, se tornam sem sentido, pois a melodia lhes será roubada, a pronúncia sequestrada, o canto suprimido e a platéia iludida. Por fim, não é glosa, porque essa também é oral, espontânea, momentânea, efêmera. Diferindo-se da cantoria pela ausência de instrumentos musicais que a conduzida e elegendo um número maior de participantes que não só um glosador. A glosa não se passa para a disputa, mas para a exibição. Não há contenda, mas aplausos.
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